terça-feira, 23 de março de 2010

Contos de verão que ficaram para o outono (2)


Bom, o fato é que a Li acabou conseguindo levar o Geraldo pro bar. Ele até achou que ela era um pouco atirada demais, mas no fundo estava gostando!
Conversa vai, conversa vem, começaram a perceber que tinham mais coisas em comum que o shopping. Por exemplo, os dois sempre organizavam a gaveta de meias e por cor! Gostavam também de folhear guias de viagens de lugares que imaginavam nunca poderem ir. Detestavam ter que arrumar a louça de noite. E por aí foi...
Como estava ficando tarde, combinaram de continuar a conversa na próxima semana. Na sexta-feira, já que no sábado nenhum dos dois trabalhava.
E durante a semana o tempo que Geraldo levava para pagar seu estacionamento foi só aumentando. Estava encantado com a Li. E pelo visto, a Li ia pelo mesmo caminho.
Parecia que a semana não terminaria nunca. Quando finalmente chegou a sexta, o dia demorou umas 50 horas para acabar.
- Li, está pronta?
- Sim Gê, vamos!
Gê?! Putz, ela sabe que eu não gosto de ser chamado assim... Mas sabe que eu até gostei? Taí, ela pode me chamar de Gê!
- Então vamos logo!
Desta vez foram para um restaurantezinho mais romântico. Ficaram horas e horas conversando. Depois de tomar uma dose de coragem e duas de caipirinha, Geraldo falou:
- Li, acho que você é a tampa da minha panela!
A Li, que dividiu as doses todas com o Geraldo, concordou:
- Ai Geraldo, eu estava esperando há tanto tempo um home como você...
 

Bem, daí para um motel foi um pulo. Passaram a noite de amor mais tórrida que já haviam experimentado. Uma coisa de outro mundo mesmo.
De manhã, acordaram com aquela cara de felicidade. Trocaram juras de amor. Até que Li levantou para escovar os dentes, pois queria beijar longamente seu príncipe aparecido. E bolsa de mulher tem de tudo, de secador a escova de dentes. Só não tinha uma escova extra para o Geraldo.
- Usa a minha escova mesmo.
- Ah não Li, obrigado. Vou com meu dedo mesmo.
- Por quê? Ta aqui ó, pode usar.
- Não, obrigado. Eu não gosto.
- Mas por que? Você me beijou a noite inteira.  Usar a escova é praticamente só mais um beijo.
- É que eu sei lá.. Não consigo.
- Você está com nojo de mim?
- Nojo? Não, de jeito nenhum!
- Então usa a escova. Agora!
- Não Li, não vai dar. Vamos descer?
- De jeito nenhum. Agora ou você usa a minha escova, ou vou achar que você está com nojo de mim.
- Vamos mudar de assunto Li. Não vou usar e pronto.
E assim a discussão durou mais de uma hora.
No final, foram embora. O Geraldo sem usar a escova da Li. A Li com seu príncipe transformado em sapo. Onde já se viu não usar a minha escova?
E desde então, o Geraldo nunca mais pagou o estacionamento no caixa da Li.

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sábado, 20 de março de 2010

beach

É por isso que eu gosto de praia.!



quinta-feira, 18 de março de 2010

Essa é pros cervejeiros de plantão

Opa, opa!

Quem aí gosta de Guinness como eu põe o beiço neste copo aqui!


Em comemoração ao Saint Patrick's Day, está tendo uma promoção da Guinness. Os herócios bebedores deste nectar que tomarem 05 pints e desembolsarem mais R$ 30,00 mangos, ficam com uma camisa de rugbi da Guinness.

Eu vou só pelo esporte. Mas fico com a camisa!

Mais detalhes, cliquem no link http://www.papodebebado.com/comecam-as-comemoracoes-do-saint-patricks-day-no-brasil/ 

É isso aí. Aquele gole gelado pra vocês.

Contos de verão que ficaram para o outono

Ela havia começado a trabalhar a alguns meses. No início, Geraldo não prestava muita atenção nela, só queria ir para casa descansar  depois de mais um dia de trabalho. Mas como todo dia ela sempre lhe sorria quando ia pagar o estacionamento, acabou começando a se interessar pela moça.
- É muito chato trabalhar aqui, sem ter muito para onde ir, se mexer, estas coisas?
Ela disse: - Que nada, daqui eu vejo tudo! Por exemplo, sei que o segurança ali tem uma quedinha pela menina que trabalha na farmácia. Mas ela não dá bola, coitado!
- É mesmo? O Josivaldo? Mas ele é casado!
- Casado, mas pelo visto não está sossegado! – riu.
E assim foram passando os dias. Conversa de 5 minutos daqui, rapidinho ali, foram sabendo mais um do outro, mas aquelas coisas que se conta em consultório de dentista, sabe?
- E como você chama?
- Li!
- Li?
- É, Li. O nome inteiro é Lizete, mas eu não gosto. Gosto só de Li.
- Ah, tá. O meu é Geraldo mesmo, nome sem apelido. Gê eu não gosto, mas não tem quem me chame assim.
Pensou em chamá-la para um happy hour no boteco ali perto, mas não sabia se a moça tinha marido, namorado, qualquer espécie destas... Queria perguntar, mas ficou envergonhado com o papo do Gê. Que idéia besta, nunca ninguém me chamou assim, tanta coisa pra falar e vou ficar com esse assunto!
Foi-se para casa. Nos dias seguintes não conversou muito. Começou a perceber que estava se encantando pela Li. Um sorriso lindo, pensava todo dia.
E assim, passando os dias, um dia a Li perguntou:
- Nossa, está fazendo tanto calor, não é mesmo?
- Sim, ultimamente anda infernal.
- Queria tanto sair daqui hoje e tomar uma cerveja bem gelada... Pena que você não pode me acompanhar, é casado, né?
- Eu, casado? Não, nem namorada tenho!
- Nossa, você tem cara de casado! Tem certeza que não é?
- Como assim, tem certeza? Claro que tenho! Eu conheço minha vida inteira, não posso ter casado!
- Desculpe, brincadeira... Esquece, ta?
Daí que o Geraldo ficou louco. Pensava - Esquece o que, o chope ou a brincadeira? Nossa, como eu não tenho jeito pra essas coisas!

--- CONTINUA nos próximos dias...