sexta-feira, 16 de abril de 2010

LCD Soundsystem coloca disco novo para ser ouvido em site oficial

Opa, opa.... Disquinho novinho!!!


http://musica.uol.com.br/ultnot/2010/04/14/lcd-soundsystem-coloca-disco-novo-para-ser-ouvido-em-site-oficial.jhtm

A banda norte-americana LCD Soundsystem colocou seu disco novo "This is Happening" para ser ouvido na íntegra em seu site oficial.
Previsto para ser lançado no dia 17 de maio na Inglaterra e no dia seguinte nos Estados Unidos, o álbum apareceu em MP3 na internet recentemente. Com isso, o líder James Murphy divulgou oficialmente o terceiro álbum do grupo de Nova York para audição online.
Em show realizado em Nova York na segunda-feira, Murphy pediu aos fãs que não distribuíssem o disco baixado ilegalmente da web.


"Se você tem uma cópia do disco baixado e quer dividi-lo com o resto do mundo, por favor não faça isso", disse o cantor durante o show para cerca de 1.500 pessoas.
O LCD Soundsystem é uma das atrações do festival Coachella, que acontece neste fim de semana, na Califórnia.

terça-feira, 23 de março de 2010

Contos de verão que ficaram para o outono (2)


Bom, o fato é que a Li acabou conseguindo levar o Geraldo pro bar. Ele até achou que ela era um pouco atirada demais, mas no fundo estava gostando!
Conversa vai, conversa vem, começaram a perceber que tinham mais coisas em comum que o shopping. Por exemplo, os dois sempre organizavam a gaveta de meias e por cor! Gostavam também de folhear guias de viagens de lugares que imaginavam nunca poderem ir. Detestavam ter que arrumar a louça de noite. E por aí foi...
Como estava ficando tarde, combinaram de continuar a conversa na próxima semana. Na sexta-feira, já que no sábado nenhum dos dois trabalhava.
E durante a semana o tempo que Geraldo levava para pagar seu estacionamento foi só aumentando. Estava encantado com a Li. E pelo visto, a Li ia pelo mesmo caminho.
Parecia que a semana não terminaria nunca. Quando finalmente chegou a sexta, o dia demorou umas 50 horas para acabar.
- Li, está pronta?
- Sim Gê, vamos!
Gê?! Putz, ela sabe que eu não gosto de ser chamado assim... Mas sabe que eu até gostei? Taí, ela pode me chamar de Gê!
- Então vamos logo!
Desta vez foram para um restaurantezinho mais romântico. Ficaram horas e horas conversando. Depois de tomar uma dose de coragem e duas de caipirinha, Geraldo falou:
- Li, acho que você é a tampa da minha panela!
A Li, que dividiu as doses todas com o Geraldo, concordou:
- Ai Geraldo, eu estava esperando há tanto tempo um home como você...
 

Bem, daí para um motel foi um pulo. Passaram a noite de amor mais tórrida que já haviam experimentado. Uma coisa de outro mundo mesmo.
De manhã, acordaram com aquela cara de felicidade. Trocaram juras de amor. Até que Li levantou para escovar os dentes, pois queria beijar longamente seu príncipe aparecido. E bolsa de mulher tem de tudo, de secador a escova de dentes. Só não tinha uma escova extra para o Geraldo.
- Usa a minha escova mesmo.
- Ah não Li, obrigado. Vou com meu dedo mesmo.
- Por quê? Ta aqui ó, pode usar.
- Não, obrigado. Eu não gosto.
- Mas por que? Você me beijou a noite inteira.  Usar a escova é praticamente só mais um beijo.
- É que eu sei lá.. Não consigo.
- Você está com nojo de mim?
- Nojo? Não, de jeito nenhum!
- Então usa a escova. Agora!
- Não Li, não vai dar. Vamos descer?
- De jeito nenhum. Agora ou você usa a minha escova, ou vou achar que você está com nojo de mim.
- Vamos mudar de assunto Li. Não vou usar e pronto.
E assim a discussão durou mais de uma hora.
No final, foram embora. O Geraldo sem usar a escova da Li. A Li com seu príncipe transformado em sapo. Onde já se viu não usar a minha escova?
E desde então, o Geraldo nunca mais pagou o estacionamento no caixa da Li.

---

sábado, 20 de março de 2010

beach

É por isso que eu gosto de praia.!



quinta-feira, 18 de março de 2010

Essa é pros cervejeiros de plantão

Opa, opa!

Quem aí gosta de Guinness como eu põe o beiço neste copo aqui!


Em comemoração ao Saint Patrick's Day, está tendo uma promoção da Guinness. Os herócios bebedores deste nectar que tomarem 05 pints e desembolsarem mais R$ 30,00 mangos, ficam com uma camisa de rugbi da Guinness.

Eu vou só pelo esporte. Mas fico com a camisa!

Mais detalhes, cliquem no link http://www.papodebebado.com/comecam-as-comemoracoes-do-saint-patricks-day-no-brasil/ 

É isso aí. Aquele gole gelado pra vocês.

Contos de verão que ficaram para o outono

Ela havia começado a trabalhar a alguns meses. No início, Geraldo não prestava muita atenção nela, só queria ir para casa descansar  depois de mais um dia de trabalho. Mas como todo dia ela sempre lhe sorria quando ia pagar o estacionamento, acabou começando a se interessar pela moça.
- É muito chato trabalhar aqui, sem ter muito para onde ir, se mexer, estas coisas?
Ela disse: - Que nada, daqui eu vejo tudo! Por exemplo, sei que o segurança ali tem uma quedinha pela menina que trabalha na farmácia. Mas ela não dá bola, coitado!
- É mesmo? O Josivaldo? Mas ele é casado!
- Casado, mas pelo visto não está sossegado! – riu.
E assim foram passando os dias. Conversa de 5 minutos daqui, rapidinho ali, foram sabendo mais um do outro, mas aquelas coisas que se conta em consultório de dentista, sabe?
- E como você chama?
- Li!
- Li?
- É, Li. O nome inteiro é Lizete, mas eu não gosto. Gosto só de Li.
- Ah, tá. O meu é Geraldo mesmo, nome sem apelido. Gê eu não gosto, mas não tem quem me chame assim.
Pensou em chamá-la para um happy hour no boteco ali perto, mas não sabia se a moça tinha marido, namorado, qualquer espécie destas... Queria perguntar, mas ficou envergonhado com o papo do Gê. Que idéia besta, nunca ninguém me chamou assim, tanta coisa pra falar e vou ficar com esse assunto!
Foi-se para casa. Nos dias seguintes não conversou muito. Começou a perceber que estava se encantando pela Li. Um sorriso lindo, pensava todo dia.
E assim, passando os dias, um dia a Li perguntou:
- Nossa, está fazendo tanto calor, não é mesmo?
- Sim, ultimamente anda infernal.
- Queria tanto sair daqui hoje e tomar uma cerveja bem gelada... Pena que você não pode me acompanhar, é casado, né?
- Eu, casado? Não, nem namorada tenho!
- Nossa, você tem cara de casado! Tem certeza que não é?
- Como assim, tem certeza? Claro que tenho! Eu conheço minha vida inteira, não posso ter casado!
- Desculpe, brincadeira... Esquece, ta?
Daí que o Geraldo ficou louco. Pensava - Esquece o que, o chope ou a brincadeira? Nossa, como eu não tenho jeito pra essas coisas!

--- CONTINUA nos próximos dias...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A vida real e seus lances imaginários

Mais um destes sensacionais lances que só acontecem na vida real....

Estou agora de manhã enrolando pra ir pro trabalho assistindo o jornal da Globo (Bom dia Brasil), quando aparece uma notícia de última hora.

- Helicóptero da Record faz pouso de emergência no Jockey Club!

Aparece a reportagem, com vídeo gravado do acidente e tudo!

Daí eu mudei pra Record, já que no mesmo horário também passa um jornal. E não é que não falou nada do acidente? Não tem imagens exclusivas, não tem reporter gritando - "Urgente" , não tem nada?!?!?!

Que coisa, não? Uma emissora conseguir se antecipar em dar notícia sobre um acontecido com outra. Loucura, né?

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Conversas de buteco


Rá, ontem ouvi uma conversa no banheiro do buteco, no mínimo interessante. Mais ou menos assim:
 

Cidadão com o telefone na orelha, dizendo:
 

- Não, eu já disse que não estou! Não estou, você não ouviu?
- ...
- Eu tô falando a verdade, você não acredita em mim? - com a voz mais alterada - EU JÁ DISSE QUE NÃO ESTOU!!! ESCUTA AQUI, ESCUTA AQUI....


silêncio


- Olha, eu não vou ligar do telefone do escritório pra você! É o fim do mundo me pedir isso!!!

- ....
- Se eu ligar, acabou, entendeu?!?! ACABOU!







E daí eu nã ouvi o epílogo da história... Afinal de contas não sou desse tipo de gente, hehehehe


Mas lembrei de uma crônica que li (talvez do Veríssimo), que era mais ou menos assim... O cara chega em casa e desconfia que tem alguém armário. A mulher acaba convencendo o marido de que se abrir o armário, tudo terá acabado, pois se tiver um homem será o fim e se não tiver quer dizer que ele não acredita mais nela... No final o marido sai pra "tomar um ar", calçando inclusive uns sapatos de outra numeração.


Achei que acontecesse só "nos filmes"...


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Homem se tornou agricultor para beber cerveja

Cara, eu sempre desconfiei que este líquido precioso era importante. Agora veja só, parece que fomos levados a aprender a plantar só pra tomar aquela geladinha depois do expediente na roça.... Quer dizer, também fomos levados a inventar a geladeira um pouco depois, a eletricidade, entre outras cositas.

Eu falo que o negócio é bom!!!



http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL753434-5603,00-HOMEM+SE+TORNOU+AGRICULTOR+PARA+BEBER+CERVEJA+DIZ+BIOLOGO.html



O homem se tornou sedentário e agricultor há cerca de dez mil anos, iniciando a Revolução Neolítica, para beber cerveja e se embriagar, e não com a finalidade de melhorar ou garantir sua alimentação. A afirmação foi feita pelo biólogo e historiador natural alemão Josef H. Reichholf em seu novo livro "Warum die Menschen sesshaft wurden" ("Por que os homens se tornaram sedentários", em tradução livre).

A obra começou a ser vendida hoje nas livrarias da Alemanha e explica as causas da revolução que deu lugar à formação de povos e religiões. O acadêmico da Universidade Técnica de Munique considera errada a teoria de que a humanidade começou a cultivar plantas, abandonou a vida nômade e se estabeleceu de maneira permanente em um lugar determinado para se alimentar melhor.

"Essa visão habitual confunde causas e conseqüências. Para que os caçadores e agricultores abandonassem sua forma de vida e alimentação tradicional teve de acontecer alguma vantagem inicial", explica, e ressalta que no início "o cultivo de plantas não trouxe consigo nenhuma vantagem sobressalente para a sobrevivência".


Trabalho demais

Reichholf acrescenta que as colheitas iniciais eram muito pequenas e o cultivo da terra era muito trabalhoso, o que não garantia a sobrevivência de um povo apenas da agricultura. Ele afirma que o homem neolítico continuou caçando e colhendo para subsistir. Nesse sentido, classifica igualmente de errada a teoria de que nas primeiras regiões de assentamento sedentário da humanidade, que vão do Egito à Mesopotâmia, havia pouca caça e muita vegetação.

"Era totalmente diferente", assegura o especialista, que considera que essas regiões eram ricas em caça, por isso não havia necessidade de abandonar essa forma de subsistência, e julga absurda a teoria de que uma região possa ser rica em frutos e pobre em animais selvagens ao mesmo tempo.

"Ao contrário, eu afirmo que a agricultura surgiu de uma situação de abundância. A humanidade experimentou com o cultivo de cereais e utilizou o grão como complemento alimentício. A intenção inicial não era fazer pão com o grão, mas fabricar cerveja mediante sua fermentação", disse Reichholf à imprensa na apresentação do livro. O alemão assegura que a humanidade sempre sentiu necessidade de alcançar estados de embriaguez com drogas naturais que "transmitem a sensação de transcendência, de abandono do próprio corpo", conclui.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Um debate sobre a cerveja


Quem me conhece sabe que sou fascinado por cerveja. Mas considero que sou muito mais tomador que especialista no assunto.

Qual meu espanto ao me deparar com um editorial publicado na Folha de São Paulo, no dia 18/12/2009, dedicado a este assunto. Nele, o Sr. Rogério Cezar de Cerqueira Leite, físico, 78 anos, discorre cientificamente sobre a qualidade de nossa cerveja, colocando alguns pontos importantes para esclarecer o porquê temos nossa bebida nacional com tão baixa qualidade, apesar de a grande maioria dos bebedores contumazes não reconhecerem, ou no mínimo não se importarem, com dita falta de qualidade.


Mas debates aparte, o que me chamou atenção mesmo foi um assunto "de menor importância jornalística" (que fique bem claro, pra mim é da maior importância) como este ter espaço em um grande jornal, e também o fato de um físico dedicar massa cinzenta e pontos de vista com isto! Neste dia, o mundo foi um lugar melhor pra mim!

Segue o editorial publicado abaixo.

A cerveja: bebendo gato por lebre
ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE
O BRASIL é o quarto maior produtor de cerveja, com pouco mais de 10 bilhões de litros por ano. A China é o maior de todos, com 35 bilhões, e os EUA são o segundo, com 24 bilhões. A Alemanha vem em terceiro, com uma produção apenas 5% maior que a brasileira.
Segundo norma autorregulatória da indústria cervejeira alemã, a cerveja é composta única e exclusivamente por apenas três elementos, cevada, lúpulo e água, tendo como interveniente um fermento. Tradicionalmente, o termo malte designa única e precisamente a cevada germinada.
O malte pode substituir a cevada total ou parcialmente. A malandragem começa aqui. Com frequência, lê-se em rótulos de cervejas a expressão "cereais maltados" ou simplesmente "malte", dissimulando assim a natureza do ingrediente principal na composição da bebida.
Com a aplicação desse termo a qualquer cereal germinado, a indústria cervejeira pode optar por cereais mais baratos, ocultando essa opção.
O poder da indústria cervejeira no Brasil (lobby, tráfico de influência etc.) deve ser imenso. Basta lembrar que convenceram as autoridades (in)competentes nacionais de que não estavam violentando normas que regulam a formação de monopólios ao agregar Brahma e Antártica (...)
Aliás, sempre que aparecia no cenário uma empresa nascente que, pela qualidade, pudesse despertar no brasileiro uma eventual discriminação quanto ao sabor, era ela acuada por todos os meios possíveis e finalmente absorvida, e sua produção, reduzida ao mesmo nível da mediocridade dos produtos das duas gigantes.
Aparentemente, o receio era o de que a população cervejeira, ao ser exposta a diferentes e mais sofisticados exemplos, desenvolvesse algum bom gosto e, consequentemente, passasse a demandar cerveja de qualidade.
A cerveja brasileira (com pequenas e honrosas exceções) é como pão de forma: mata a sede, mas não satisfaz o paladar exigente.
Para esclarecer a questão da má qualidade da cerveja brasileira, vamos fazer alguns cálculos.
A produção nacional de cevada tem ficado nos últimos anos entre 200 mil e 250 mil toneladas, das quais entre 60% e 80% são aproveitados pela indústria cervejeira. Essa produção agrícola tem sido suplementada por importação de quantidade equivalente. Em média, portanto, cerca de 400 mil toneladas de cevada são consumidas na indústria da cerveja no Brasil, presumindo-se que quase toda a importação tenha essa finalidade.
O índice de conversão entre a cevada e o álcool é, em média, de 220 litros por tonelada. Como as cervejas brasileiras têm um teor de álcool de 5%, podemos concluir que seria necessário que houvesse pelo menos seis vezes a quantidade de cevada hoje disponível para a indústria nacional da cerveja. Portanto, a menos que um fenômeno semelhante àquele do "milagre da multiplicação dos pães" esteja ocorrendo, o álcool proveniente da cevada na cerveja brasileira representa cerca de 15% do total.
Há pouco mais de duas décadas foi publicado um relatório de uma tradicional instituição científica do Estado de São Paulo segundo o qual análises de cervejas brasileiras mostravam que um pouco menos que 50% do conteúdo da bebida era proveniente de milho (obviamente sem considerar a água contida).
Como o índice de conversão de grão em álcool para o milho é 80% maior que para a cevada, podemos considerar que a conclusão do relatório em questão atua como álibi, pois satisfaria normas vigentes. Isso também explica a preferência dos produtores de cerveja pelo milho, pois os preços da tonelada dos dois cereais são aproximadamente os mesmos, apesar de consideráveis oscilações.
Esses números permitem, todavia, concluir que o milho (e outros eventuais cereais que não a cevada) constitui, em peso, quase três quartos da matéria-prima da cerveja brasileira, revelando sua vocação para homogeneização e crescente vulgaridade.
Outro determinante da baixa qualidade da cerveja brasileira é a adição de aditivos químicos para a conservação. O mal não está só nessa condição, mas na sua necessidade. O lúpulo em cervejas de qualidade, sejam "lagers", sejam "ales", é o componente responsável pela conservação -além, obviamente, de suas qualidades de paladar.
Depreende-se daí que os concentrados de lúpulo usados na cerveja brasileira são de baixa qualidade. O que é inexplicável e de lamentar, entretanto, é que as autoridades brasileiras, tão zelosas para com alimentos corriqueiros, sejam tão omissas quando se trata da bebida nacional mais popular e de maior consumo e permitam que o cidadão brasileiro beba gato por lebre.